O fotógrafo que registrou os bastidores do penta da seleção

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Os arquivos de Luiz Alberto Rosan revelam um recorte pouco documentado da campanha do pentacampeonato em 2002. Entre registros da preparação, momentos de bastidores e cenas anteriores à final, o material percorre desde o jogo contra a Inglaterra até instantes mais íntimos da rotina da seleção, como preleções, recuperação física e organização interna do elenco.

Ter acesso a esse tipo de material, além de um trabalho relacionado a pós-memória, gera uma nova perspectiva na forma como aquela conquista é lembrada. Em um momento em que o hexa ainda é uma expectativa constante, observar o desgaste físico, as viagens entre países e os intervalos de descontração ajuda a entender a dimensão real de uma campanha como aquela.

O título foi resultado de um processo contínuo, marcado por adaptação, carga acumulada e rotina intensa fora de campo.

Nos relatos, Rosan descreve esse percurso a partir de dúvidas e percepções que não costumam aparecer na narrativa oficial.

“No silêncio do meu quarto, já de madrugada, perguntei a mim mesmo: será que vamos vencer?” e, já na final, a mudança de leitura quando observa os jogadores da Alemanha antes de entrar em campo, “parecia que desejavam pedir autógrafos”.

Entre incertezas, convicções e registros de momentos que antecediam a glória, o arquivo organiza uma visão interna de um momento que costuma ser lembrado apenas pelo resultado final.