Top álbuns 2025

Jan 9, 2026

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Top álbuns 2025.

2025 foi um ano histórico para a música, com a América Latina ocupando de vez o centro do palco e deixando de ser apenas influência para se tornar força motora do mercado global. Do Brasil à álbuns internacionais, separamos os álbuns que marcaram este ano.

Bad Bunny marcou o debate musical mundial com Debí Tirar Más Fotos no início do ano, um álbum mais contido, pessoal e abordando uma temática intimista sobre problemas, fama, família. No rap, o Clipse retorna com Pusha T e Malice reafirmando a força de um discurso adulto, lírico e atento ao mundo ao redor, com um sistema de lançamento singular. No Brasil, Alee se firma como um dos nomes mais promissores do trap nacional, entendendo estética, público e tempo histórico com clareza.

Entre pop, rock, rap e música brasileira contemporânea, 2025 deixou um recorte claro de obras que não apenas acompanharam o ano, mas ajudaram a defini-lo. Segundo a Perplexity, inteligência artificial utilizada como ferramenta de análise e curadoria, estes foram os álbuns mais relevantes de 2025.

Confira abaixo a lista completa:

Private Music — Deftones

O Deftones atualiza o próprio vocabulário sem tentar soar jovem. O disco é contido, pesado e atmosférico, com produção precisa e foco em textura. Mostra uma banda veterana entendendo o presente sem diluir identidade.

LUX — Rosalía

Rosalía entrega um álbum conceitual, calculado e arriscado. Mistura eletrônica experimental, referências latinas e pop de vanguarda com controle total da narrativa visual e sonora. Alta capacidade de ditar linguagem e não apenas seguir tendência.

Debí Tirar Más Fotos — Bad Bunny

É o trabalho mais pessoal e menos performático do Bad Bunny. O disco reduz o exagero, aposta em letra, memória e clima, e mostra maturidade artística real. Marca um ponto de virada na carreira de um artista que define o mainstream global.

Live Laugh Love — Earl Sweatshirt

Earl entrega um disco denso, introspectivo e nada conciliador. As faixas são curtas, a produção é crua e a escrita segue fragmentada, mas extremamente consciente. Está na lista porque consolida Earl como um dos letristas mais consistentes da década, sem suavizar discurso ou formato para alcançar mais gente.

Let God Sort Them Out — Clipse

O retorno do Clipse é seco, lírico e politicamente atento. Beats minimalistas, rimas afiadas e nenhuma tentativa de nostalgia gratuita. Prova que rap adulto pode ser atual, incisivo e necessário.

CARO Vapor II – qual a forma de pagamento? — Don L

Don L constrói um disco complexo, bem produzido e com discurso claro sobre dinheiro, poder e contradição social. É ambicioso sem ser confuso. Eleva o nível do rap brasileiro em conceito, escrita e execução.

Um Mar Pra Cada Um — Luedji Luna

Luedji entrega um álbum íntimo, sofisticado e emocionalmente consistente. A produção é elegante e a interpretação segura. Aprofunda uma linguagem própria dentro da música brasileira contemporânea, sem diluir força para agradar.

Caos DLX — Alee

Alee entende estética, timing e impacto. O disco é direto, sujo quando precisa e bem estruturado. Representa a nova geração do trap nacional com identidade, sem copiar fórmulas importadas.

DOIS Quebrada Inteligente — Mu540 & Kyan

O álbum é simples na forma e afiado na intenção. Funciona tanto no detalhe quanto no conjunto. Traduz vivência periférica com inteligência artística e entendimento real de público.

Mayhem — Lady Gaga

Gaga volta ao pop com foco, controle criativo e energia. O disco é performático sem ser vazio e sabe exatamente o que quer comunicar. Mostra como relevância pop se constrói com visão, não só com barulho.

Editor in chief

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