Entre o denim e o palco, GIANA apresenta o universo de “FELÍDIA”
Justin Timberlake, Pussycat Dolls e Destiny’s Child fazem parte da formação musical de GIANA. As batidas eletrônicas, as melodias vocais e os melismas que marcaram o pop dos anos 2000 acompanharam seu crescimento e se tornaram referências para “FELÍDIA”, seu primeiro álbum. Essa influência também aparece na imagem: cintura baixa, jeans e muito brilho compõem um universo que a cantora agora leva à sua primeira turnê oficial.
Participando de cada etapa do processo criativo, GIANA pensa o que veste em relação ao que canta e à maneira como ocupa o palco. Os conjuntos de denim criam uma continuidade visual entre as apresentações, enquanto os cortes, o caimento e a elasticidade das peças atendem à necessidade de movimento. O conforto é parte dessa construção, assim como a vontade de vestir algo que corresponda ao seu gosto e à imagem que o público já reconhece.

Em uma conversa com o NOTTHESAMO, a artista detalha as escolhas por trás da estética de “FELÍDIA”, fala sobre como a liberdade proposta pela campanha “Keep It Loose”, da Levi’s®, se conecta ao seu momento e compartilha as expectativas para a abertura do show de Zayn. Uma oportunidade que ela define como a maior de sua carreira até aqui e que também carrega a emoção de estar no palco como fã.
Confira abaixo:
NOTTHESAMO: “FELÍDIA” marca o lançamento do seu primeiro álbum e o início da sua primeira turnê oficial. Como você construiu a identidade visual dessa fase e quais referências ajudaram a definir esse novo universo?
Giana: O álbum todo de FELÍDIA tem a estética dos anos 2000, baseada nos anos 2000, que foi o ano em que eu nasci e que edita essa estética tanto sonora quanto visual. Então, eu cresci ouvindo Justin Timberlake, Pussycat Dolls, Destiny's Child… Porque eu gostava muito das músicas dos anos 2000 e dessa sonoridade com as batidas eletrônicas e com as melodias vocais muito fortes, cheia de melismas e de desenhos. E isso que ditou quando eu fui fazer meu primeiro projeto, meu primeiro trabalho, que foi esse primeiro álbum chamado Felídia. E claro, cintura baixa, calça jeans e muito brilho.
NTS: Sua música e sua imagem parecem nascer de um mesmo processo criativo. Até que ponto você participa da direção criativa e do styling, e como transforma ideias, sentimentos e sonoridades em escolhas visuais?
G: Eu participo de tudo. Gosto de participar de tudo, desde o começo até o final, quando a gente começa a pensar fazer o brainstorming sobre uma ideia inicial de algum projeto. E no álbum já não foi diferente, né? Desde o que eu estava vestindo até a maneira com que eu ia me comunicar, me portar, e as roupas não foram diferentes. A gente sempre quis trazer muito essa questão do jeans, da cintura baixa, e então foi mais ou menos o que ditou a moda de FELÍDIA.
NTS: Levar “FELÍDIA” aos palcos exige traduzir para o ao vivo uma estética que também aparece nas capas, fotografias e videoclipes. O que o figurino precisa comunicar — e como ele se relaciona com movimento, performance e presença de palco?
G: Então, como a gente tem as datas fechadas dessa turnê que começou em Brasília, foi para o Rio de Janeiro e agora a gente vai para Curitiba, finalizar as duas datas em São Paulo… A gente quis trazer uma semelhança entre os outfits e a gente pensou em sempre no jeans. Como eu disse anteriormente, ele sempre ditou essa nova era. A gente queria trazer sempre conjunto de jeans, a parte de cima, a parte de baixo, para trazer essa uniformidade também, mas cheio de brilho. Então todas as peças têm bastante brilho, bastante strass e foi o que ditou essa nova era.

NTS: Ao trabalhar com peças clássicas e códigos tão reconhecíveis do denim, como você encontra espaço para transformar essas referências e incorporá-las à sua própria identidade?
G: Eu acho que varia mais na questão de corte, na questão de caimento. Nos primeiros shows que eu fiz eu usei as calças mais baggy que fossem reais ao tamanho, mas elas tivessem ali uma elasticidade para me permitir dançar, me permitir movimentar para cantar no palco. E sempre extremamente confortável. Então, eu nunca vou querer usar uma roupa que não seja confortável para o show. Por isso as minhas escolhas.
NTS: A campanha “Keep It Loose”, da Levi’s®, parte de uma ideia de liberdade, movimento e expressão por meio de silhuetas mais amplas. Como esse conceito conversa com a maneira como você deseja ocupar o palco e viver este momento da sua carreira?
G: Eu acho que é um pouco disso, assim, esse conceito de liberdade, né? Eu estou usando exatamente o que eu sempre quis usar sem parecer outra pessoa, sem parecer ninguém, sempre usando o que é confortável para mim e que não vai ser estranho ao olhar do próximo, dos meus fãs, da galera que me acompanha. Então é algo muito verdadeiro que reflete realmente o que eu gosto, o que eu acho bonito, o que eu acho esteticamente perfeito para essa nova era.

NTS: A abertura do show de Zayn apresenta seu trabalho a um público novo e amplia a dimensão desta turnê. O que você espera que alguém compreenda sobre GIANA ao entrar em contato pela primeira vez com sua música, sua imagem e sua performance?
G: A abertura do show do Zayn vai ser o maior momento da minha carreira até agora. É uma possibilidade absurda, uma oportunidade muito incrível e eu espero poder levar para a galera que não me conhece, a galera que também me conhece. Muita musicalidade, muita verdade. E quero que a galera chore, mas também dance, se divirta muito e entenda que em cima do palco, além de estar um artista, está uma fã muito grande, então vai ser um momento emocionante.
Fotos por @vitoraugustoart e @pirroncelli.co




