Recordes masculinos e femininos são batidos na Maratona de Londres

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A edição de 2026 da Maratona de Londres entrou para a história como um daqueles momentos em que o esporte parece mudar de escala diante dos olhos. Sabastian Sawe se tornou o primeiro homem a correr uma maratona oficial abaixo de duas horas, com 1:59:30, quebrando o recorde de Kelvin Kiptum por mais de um minuto.

Logo atrás, Yomif Kejelcha também rompeu a barreira em sua estreia na distância, enquanto Tigst Assefa bateu o recorde mundial em prova exclusivamente feminina. Após a quebra do recorde, Sabastian ainda disse que sua dieta pré prova contou com um tradicional Ugali com vegetais no jantar, e pão com mel horas antes de quebrar o recorde.

Parte dessa discussão passou inevitavelmente pelos tênis. O protagonismo do adidas Adizero Adios Pro Evo 3 colocou de novo a corrida dentro do debate dos modelos ultraleves com placas de carbono e espumas que vêm alterando o entendimento de corrida e mudando o próprio teto fisiológico da modalidade. Não é exagero dizer que hoje se discute maratona também a partir dos laboratórios, agora envolvendo engenharia, materiais e milímetros de vantagem.

A barreira das duas horas pairava no esporte quase como mito desde a tentativa de Eliud Kipchoge em Viena, histórica, mas fora das regras oficiais. Ver isso acontecer em prova valendo, nas ruas de Londres, muda o que se entendia como possível. E há também a sombra de Kelvin Kiptum sobre tudo isso. Seu recorde em Chicago em 2023, com o tempo histórico de 2h00min35s, aparecia apontar um futuro interrompido cedo demais.

Hoje o mundo da corrida extrapola os níveis apenas da cultura dos grupos e times de corrida, chegando a novas discussões e análises tanto de impactos culturais, quando de tecnologia.