As melhores colaborações de 2016
Como parcerias entre marcas, artistas e designers reorganizaram o mercado, a estética e a lógica de consumo da década.
O ano de 2016 vem sendo relembrado como um dos grandes anos para a moda, cultura, esporte e lifestyle de um modo geral. No âmbito do streetwear, além de silhuetas que deram início à fase “hypebeast”, algumas colaborações demonstraram e passaram a estruturar o funcionamento da indústria. As colaborações tornaram-se um método de comunicação, de distribuição, de legitimação cultural para diversas marcas, além de expansão de mercado.
O streetwear já havia atravessado o underground, ocupado o mercado global e começado a dialogar com o luxo. Redes sociais, revendas, fóruns e plataformas digitais aceleraram a circulação de símbolos, onde o consumidor passou a consumir verdadeiramente, além de somente comprar. Decidimos reunir algumas das principais colaborações daquele ano, que você confere abaixo:
OFF-WHITE x Chrome Hearts
A aproximação entre OFF-WHITE e Chrome Hearts acontece num momento em que Virgil Abloh começa a deslocar o streetwear para dentro de um circuito de luxo não tradicional. Chrome Hearts, por sua vez, sempre funcionou à margem do sistema clássico da moda, sustentando uma imagem de exclusividade artesanal, produção limitada e forte vínculo com subculturas. Um encontro entre dois universos que compartilham a recusa ao luxo tradicional e a valorização da assinatura autoral. Em 2016, essa parceria ajuda a legitimar Abloh dentro de um campo que não depende de validação institucional.

Alexander Wang x Adidas Originals
Lançada com uma estratégia de distribuição pouco convencional para a época, usando caminhões pop-up e vendas presenciais surpresa, algo que ainda iriamos ver crescendo no streetwear. Esteticamente, Wang trabalhou com códigos esportivos clássicos da adidas, porém, todos ao contrário.

BAPE x Adidas Originals
A colaboração entre BAPE e adidas representa um encontro entre duas gerações do streetwear. BAPE, já consolidada como referência global desde os anos 2000, encontrou uma adidas em pleno processo de renovação cultural, evidenciando como o streetwear japonês influenciou diretamente o mercado ocidental nos anos anteriores.

UNDERCOVER x Supreme
A parceria entre UNDERCOVER e Supreme aprofunda uma relação que já vinha sendo construída desde os anos 2000. Em 2016, ela se materializa em uma coleção que mistura referências punk e códigos do skate.

Stone Island x NikeLab
Essa foi uma das colaborações mais importantes do ano do ponto de vista técnico. O laboratório da Stone Island entre estudos de tecidos, tingimentos e processos industriais desenvolvidos pela marca italiana são aplicados a peças esportivas da NikeLab, uma relação que o público sempre quis ver.

BAPE x adidas NMD R1
Embora ligada à parceria maior entre as marcas, o NMD R1 merece destaque próprio. O modelo se tornou um dos tênis mais desejados do ano, combinando inovação técnica da época com o boost, a estética reconhecível e o forte apelo de revenda. O modelo simbolizou o momento que iniciou o ápice de toda uma cultura sneakerhead.

ACRONYM x NikeLab Air Presto Mid
Errolson Hugh traz sua abordagem funcional, inspirada em sistemas militares e vestuário utilitário, para um modelo popular da Nike, o Air Presto Mid completamente desconstruído com zíperes, ajustes rápidos e soluções práticas para o uso. Essa parceria influencia diretamente a proliferação do techwear nos anos seguintes.

Nike x Riccardo Tisci
Com parceria que iniciou em 2014, Tisci continua a explorar referências clássicas da Nike com alguns sneakers durante o ano, camisetas e uma coleção completa para as Olimpíadas Rio 2016.

mastermind JAPAN x Anti Social Social Club
No auge da Anti Social Social Club, a marca colaborou com a japonesa mastermind, em uma coleção marcante para o streetwear e o início da cultura hypebeast.

VLONE x Nike Air Force 1
A colaboração entre VLONE e Nike acontece no auge da influência do coletivo A$AP. O Air Force 1, já um ícone cultural, ganhou leitura direta da cena de Harlem e do rap nova-iorquino. O projeto ficou ainda mais marcado por não ter sido lançado com uma tiragem alta de pares, após polêmicas envolvendo o grupo.

Palace x adidas
Palace consolidando sua identidade global em 2016, a marca britânica trouxe um dos lançamentos mais icônicos do ano, em coleção marcante que contava com camisas de times, tênis e principalmente a tracksuit, que virou hit na época.

FTP x HUF
Essa colaboração articulou duas vertentes distintas do streetwear americano. A HUF, tradicional com base no skate e na cultura californiana, encontrou a estética confrontacional e crua da FTP, marca adotada por Fredo Santana, $uicide Boy$ e a juventude que chegava na cultura neste período.

Fila x Gosha Rubchinskiy
Uma das colaborações mais influentes do período. Gosha resgata a Fila a partir de uma estética pós-soviética, juvenil e minimalista. Em 2016, essa parceria redefine o uso do sportswear vintage e influencia diretamente o retorno de marcas esportivas clássicas ao mercado de moda.

Travis Scott x Diamond Supply Co.
Antes de se tornar uma potência global no mercado de colaborações, Travis Scott se conecta à Diamond Supply, marca ligada ao skate e à cultura de rua. Após a venda dos merchs de Rodeo, Travis e Diamond se encontraram para lançar uma coleção cápsula exclusiva inspirada em seu último LP.

Skate Mental x Nike SB - Stefan Janoski
O Nike SB Stefan Janoski com a Skate Mental, ou conhecido como “Janoski Pizza” chegou ao mercado brasileiro no ápice da silhueta por aqui. Com humor e informalidade aplicadas ao skate, em 2016 após uma sequência de parcerias entre Nike e Janoski, essa sem dúvidas foi a colaboração que se tornou um exemplo de como narrativas simples, bem executadas, geram identificação cultural massiva.

Gucci x GucciGhost
A colaboração entre Gucci e Trevor Andrew marca um momento de virada na marca italiana. O grafite entra no vocabulário do luxo, com o projeto que sinaliza a abertura do luxo para linguagens urbanas sem mediação excessiva. Convidado por Alessandro Michele para colaborar na coleção de outono, Trouble Andrew adotou o duplo G da Maison, juntamente com uma série de motivos chamativos, pintando-os em estilo grafite sobre uma linha de acessórios e peças de vestuário.

Yeezy 350 V2
Assim que lançado, o Yeezy 350 V2 se tornou um fenômeno cultural. Em 2016, Kanye West demonstra como controle criativo, escassez e narrativa pessoal podem reorganizar toda uma indústria, e redefine o mercado de sneakers, revenda e desejo com uma silhueta replicada no mundo inteiro, marcando a fixação da marca Yeezy associada a Adidas.

adidas Ivy Park
O lançamento da Ivy Park marcou a entrada definitiva de Beyoncé no mercado de moda, em especial o mundo esportivo. Em 2016, a marca dialogava além de performance, identidade feminina e empoderamento, ampliando o alcance do streetwear para além do público masculino tradicional.

Trapstar x PUMA
A marca londrina, que passou a crescer também nos Estados Unidos em meio ao universo do rap, colaborou com a PUMA em uma linha de roupas e em um modelo "Camo" do Disc Blaze.

Champion x Vêtements
Entre mais uma das colaborações do fashion com marcas tradicionais do streetwear, unindo os mundos da alta moda de vanguarda e do sportswear casual, a Vêtements e Champion colaboram em uma coleção completa de roupas esportivas com recortes e detalhes ecléticos em peças tradicionais da Champion.

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