Após quase dois anos, Hamilton volta a vencer na Fórmula 1

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A última vitória de Lewis Hamilton na Fórmula 1 havia acontecido no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2024, iniciando um longo jejum de 686 dias sem subir ao topo do pódio. Essa seca de triunfos aumentou ainda mais a expectativa sobre a sua histórica transferência para a Ferrari em 2025. Havia uma enorme pressão sobre o heptacampeão para provar que a mudança de equipe traria os resultados esperados, e a conquista em Barcelona coroou essa nova fase com o seu primeiro triunfo vestindo o macacão vermelho.

Críticos e torcedores questionavam se o heptacampeão, aos 41 anos, ainda conseguiria ser competitivo fora da Mercedes. Porém a vitória não apenas quebrou a seca pessoal do britânico, mas também encerrou um incômodo tabu da própria escuderia de Maranello, que não vencia desde o fim de 2024. Um resultado que já era esperado desde o início do campeonato, com a Ferrari tendo um carro em constante crescimento, validando o nome de Hamilton com a utilização das cores tão tradicionais da scuderia.

A corrida na Espanha foi uma aula de estratégia onde a Ferrari superou o desgaste severo dos pneus com um plano agressivo de três paradas. O momento da virada ocorreu quando a equipe aproveitou a janela de um Safety Car para lançar Hamilton com pneus novos. A vitória ganhou ainda mais drama nas voltas finais com o abandono mecânico do líder do campeonato, Andrea Kimi Antonelli (Mercedes), que brigava pelo segundo lugar com George Russell. Cruzando a linha de chegada com quase 20 segundos de vantagem, Hamilton garantiu sua 106ª vitória na carreira em um pódio histórico e totalmente britânico, completado por Russell e Lando Norris.

Olhando para a frente, o campeonato ganhou contornos completamente novos, reacendendo o sonho do inédito oitavo título mundial. Com os 25 pontos conquistados, Hamilton saltou para a vice-liderança isolada do Mundial de Pilotos, cortando a distância para o líder Antonelli de 66 para 41 pontos. O próprio Hamilton adota uma postura realista de "uma corrida de cada vez". Ele reconhece publicamente que a Ferrari ainda possui um déficit de potência em relação aos motores rivais e planeja reuniões imediatas em Maranello para acelerar o pacote de atualizações antes das pistas com longas retas.